2 – Enemy of the Music Business

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Olá pessoal!

Hoje, vou falar um pouco de uma banda chamada Napalm Death.
Na verdade, vou falar mais sobre a minha experiência de como a conheci (e consequentemente o estilo Grindcore). Quanto à biografia em si, não sou tão entendido assim, então recomendo que você acesse os links que deixarei no final da postagem, para saber mais sobre Napalm Death e Grindcore.

O título da postagem de hoje (Enemy of the Music Business), é uma referência ao nome de um álbum do Napalm Death e também o antigo nome do seu site oficial. Numa tradução direta: “Inimigo da Música Comercial”

Vocês vão perceber que, apesar de focar meu gosto musical em estilos específicos, eu gosto de bandas bem diferentes umas das outras. No passado, gostava muito de Heavy Metal. Mas com o tempo, fui gostando mais de bandas com músicas mais diretas, mais rápidas e sem virtuosismos. Ou seja: Hardcore mesmo. Mas nunca parei de correr atrás de sons (vou falar muito sobre isso), sempre estive em busca de bandas novas (entenda-se: bandas que eu não conhecia).

Foi aí que fui gostando cada vez mais de músicas extremas, músicas mais agressivas e pesadas, mas depois de conhecer muitas bandas de Punk e Hardcore, não conseguia achar nada mais agressivo, dentro desses estilos. Não que eu procurasse bandas agressivas para dar uma de durão, é que estava me acostumando ao som barulhento e queria cada vez mais.🙂

Existem bandas de Heavy Metal que são bem pesadas, mas não me identificava com as letras e não tinha paciência com músicas grandes, solos longos e virtuosos demais. Por isso, por muito tempo (e até hoje), tive um certo preconceito com bandas neste estilo. Mas vocês vão perceber que, no final das contas, o Grindcore é uma mistura com um pouco de cada estilo.
Acabei descobrindo que dentro do Punk Rock e Hardcore, além das vertentes que eu já conhecia (old school, sXe, NYHC, etc…). Existiam outras ainda mais extremas: Crust e Grindcore.

Comecei a pesquisar sobre Grindcore, mas no começo, só encontrava bandas num estilo mais “gore”, que mostram em suas capas basicamente os bastidores de um “IML”: sangue, orgãos expostos, mutilações, etc.
Este tipo de temática não me agrada, já que gosto mais de letras de cunho político/social.

A esta altura do campeonato já tinha ouvido muito falar de Napalm Death, no caso deles, vi que as letras eram sobre o que eu gostava (protesto):

Letra da música “Instinct of Survival” do álbum “Scum”:

“Anuncie o produto que você cria
Nunca dê mas sempre aceite
Mate e minta por segurança
Sua merda nas prateleiras do supermercado

Instinto de sobrevivência

As corporações multinacionais
Obtêm seus lucros das nações famintas
Povos indígenas se tornam seus escravos
Do berço ao túmulo

As corporações multinacionais
Obtêm seus lucros das nações famintas
Outro produto para você comprar
Você continuará pagando até morrer”

Mas fora o N.D., não encontrei nenhuma outra banda no estilo Grindcore que não fosse “gore”.

Já estava quase desistindo de me aprofundar mais em busca de bandas neste estilo, quando, no final de 2005, conheci a loja Extreme Noise em Osasco – SP. Eu já tinha ouvido falar dela há muito tempo, mas nunca cheguei a procurar saber onde ficava exatamente. Até que precisei ir lá, para comprar ingresso de um festival de bandas. Foi aí que conheci o Marcelo, um cara super gente boa. Fiquei olhando os cds, tinham vários estilos, de longe vi lá embaixo os “gore”! Aí comecei a conversar com ele, dizendo que eu estava querendo conhecer o Grindcore, mas que só achava bandas que falavam de temas “carniceiros”. Ele logo falou:

“Não cara, tem bandas (de Grindcore) que tem letras políticas também, inclusive eu sou vocalista de uma que tem letras políticas… na verdade não são políticas, são mais filosóficas…”

Porra: Grindcore?… Filosófico?!
Estava meio cético, mas ele me mostrou um vinil do ROT (A Long Cold Stare), que tinha na capa a foto de umas geleiras e icebergs, pedi para ele colocar para tocar. Ficamos ouvindo alguns minutos, eu achei bem diferente de tudo que eu já tinha ouvido, mas achei interessante, ainda mais porque tinham 2 vocais, aí ele falou: “Esse vocal agora sou eu que faço”. Que era o vocal mais grave na música. Perguntei se ele tinha algum site, ele me passou um link (que infelizmente não existe mais), onde eu consegui ver alguma traduções, pois eles cantam em inglês.

E não é que as letras eram filosóficas mesmo!
Gostei muito das letras e em pouco tempo comprei uma coletânea do ROT, que tinha nada mais, nada menos do que 65 músicas num único CD!!!

O tempo passou, voltei a procurar material sobre o Napalm Death, vi mais traduções, comecei a observar as partes instrumentais das músicas também. O vocal então, gostei demais, é inconfundível! Na questão de letras, ainda vi muito pouco se levar em conta a discografia da banda. Mas vi que além de protesto, a banda tem muitas letras sobre existencialismo.

E é exatamente sobre isso que o clipe de hoje fala. Vamos lá:

Napalm Death – “Breed To Breathe”

Do EP “Breed To Breathe” de 1997

Reparem na parte de baixo da capa, onde está escrito:
“CD EXTRA including banned video clip”
Este clipe tem algumas cenas violentas, existem 2 versões: com e sem censura.
O vídeo a seguir, é a versão COM CENSURA.

Mesmo a versão sem censura não é tão forte assim, para nós que estamos acostumados a ver o noticiário.

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Dependendo da sua bagagem cultural e músical, você pode ter se supreendido com o clipe, seja pela cenas fortes, seja pela música pesada, ou até mesmo com a letra, pois muitas pessoas estereotipam a música pesada, como o Grindcore, por exemplo. Achando apenas que são um bando de loucos soltando gritos ininteligíveis. Realmente só ouvindo,  ninguém entende mesmo.

Mas aí está o diferencial da galera do underground:
Nós não esperamos de mão beijada a informação, não esperamos o rádio e televisão ditar as regras, nos dizer o que devemos assistir e ouvir. Nós procuramos as bandas que gostamos, de acordo com nossos critérios. Procuramos saber das letras, procuramos entender o significado delas.

A você que leu este texto enorme, viu o clipe ou ouviu o Podcast, muito obrigado!
Fique a vontade para comentar e deixar sua opinião.

LINKS:

Artigo na Wikipédia sobre Napalm Death
http://pt.wikipedia.org/wiki/Napalm_Death

Comunidade do Napalm Death no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=471129

Site Oficial da banda:
http://www.napalmdeath.org/

Para saber mais de Grindcore:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grindcore

Outras bandas de Grindcore que recomendo:

ROT (Osasco – SP – Brasil)
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=4445414
http://www.myspace.com/rotgrindcore

SIEGE OF HATE (Fortaleza – CE – Brasil)
http://www.siegeofhate.com/
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=703469

9 respostas para 2 – Enemy of the Music Business

  1. Felipe disse:

    Ae mano, muito obrigado pelo elogio, seu blog também ta muito bom.

  2. Elber disse:

    ow…gostei do q vc flou aew hehe tbm num curto bandas q falando de mortos, tripas , cadaveres….necrofilia e essas putarias!
    pow…tem uma banda aki no brasil…o Fim do silencio q era moh grind fudido q tbm tem letras politizadas…hoje tah + pra metalcore o som da banda…
    tbm tem o Presto? q eh foda d+++++
    parabéns pelo blog

  3. FrankCastle disse:

    Valeu Felipe!

    Elber, quando eu conheci essa banda Fim do Silêncio, já foi nessa nova fase… e não gostei muito. Nem sabia que eles tiveram uma fase grind. O Presto?, apesar de ter ouvido falar muito não cheguei a conhecer bem a banda, vou dar uma pesquisada. Valeu por postarem aí, é bom saber que tem alguém lendo/ouvindo o blog.

    Um abraço!

  4. Elber disse:

    pow…o primeiro ep deles eh fodão…logico q não á akele grind legitimo do napalm death e talz, mas eh bem sujo e agressivo ^^

    o mesmo vale pro Presto?, o 1º disco eh bem hc…e dai pra frente eh so porrada na cara! xD
    contnue assim pois o blog tah foda!

  5. Jefferson disse:

    Excelente post, Frank.

    Legal mostrar essa faceta do Grindcore, que infelizmente ainda está marcado como um estilo “carniceiro” como você bem frisou.

    A banda da matéria dispensa comentários, suas letras e som são ótimos.

    • FrankCastle disse:

      Valeu Jefferson (Anarco)!

      Grindcore é uma das coisas mais lindas deste mundo! Pena que tão poucos tenham a sensibilidade para apreciá-lo!🙂

  6. Olá Frank.
    Que bom q vc me indicou seu podcast. Bom trabalho.
    Napalm Death é inigualável. Umas das minhas favoritas.
    Escuto pelo menos uma vez por semana.
    Vc já conhece a banda Expurgo:
    http://www.myspace.com/expurgo
    Confira depois.😉

    Abraço.

  7. […] gosto músical continua o mesmo, indo do Ska-Core, Punk, Hardcore até o Crust e Grindcore. Desde a última postagem, conheci algumas bandas novas que provavelmente aparecerão por aqui. Mas […]

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